Daí a enxurrada de Comunidades Digitais e Aplicações que nos fazem mais falantes, que mostram ao mundo nossa(s) personas digitais . E isso não quer dizer que este mundo novo acontecerá apenas no computador pessoal, como conhecemos hoje. A Web 2.0 nasce sob a égide da pervasividade. Ou seja, as aplicações que chegam ao “mercado” virão prontas para rodar nos players de mp3, nos celulares, nos videogames, na TV Interativa.
E mais: no mundo da Web 2.0 você recebe, transforma, publica. Um ciclo infinito de geração de informação. Que lugar melhor para isso acontecer do que na web? Amigos tecnológicos de plantão: O HTML, que foi criado para exibir documentos e não aplicações, forçou aos desenvolvedores um formato mais “básico” e diferente das aplicações até então desenvolvidas para sistemas informatizados. O impacto da web na vida das pessoas foi tão grande que de repente fazer aplicações do jeito web passou a ser a maneira “certa”, porém ainda limitada. Juntando-se a este cenário a falta de padrão dos navegadores e as conexões ainda lentas a web continuou a ser uma plataforma tecnológica limitada. No melhor estilo it’s not a bug, it’s a feature! os desenvolvedores se justificavam dizendo que todas aquelas interfaces leves e sem muitos recursos para o usuário final eram uma coisa boa o que, como tudo na vida, nem sempre é verdade.
Até que um dia uma aplicação chamada GMail veio não só mostrar que era possível fazer seu navegador se comportar como uma coisa mais parecida com uma aplicação “de verdade” como também veio mostrar o que era a Web 2.0: a velha web de sempre, só que melhor, mais nova, versão 2.0. Evolucionária e não necessariamente revolucionária. Mas para frente é que se anda, 2.0 lá vamos nós. O GMail entrou e venceu em um mercado mais do que saturado, o de email via web. Mas ao reinventar o conceito de email (e dar 1gb de espaço) conquistou os corações dos usuários.
Enquanto isso, os desenvolvedores correram para destrinchar o código do GMail para descobrir como aquilo era possível. Era Web 2.0 começando como a Web 0.1, com o bom e velho “exibir código fonte”. A resposta estava no até então pouco utilizado comando Javascript xmlHttpRequest.
Hoje, as aplicações web se aproximam bastante do que temos instalado em nossos PCs. Ajax, a re-invenção do Javascript associado ao XML, Ruby on Rails, xmlHttpRequest, entre outras dezenas de novidades, fazem ser cada dia mais difícil diferenciar o que é web do que não é. Apenas como exemplo, o novo Office, da Microsoft, virá bem parecido com uma interface web, confiram no link.
A empresa Web 2.0 por excelência é o Google. Mas essa é só a boa notícia.
Com o GMail os maiores pesadelos das empresas de software tradicionais, especialmente a Microsoft, começaram a se realizar. Estava provado ali que agora era possível rodar qualquer tipo de aplicação no seu navegador. O usuário começou a se ver livre não só do sistema operacional como até mesmo do conceito de “seu computador”. Os boatos começaram a voar: o Google vai lançar um pacote de programas web para concorrer com o MS Office.
O Google é a empresa Web 2.0 por excelência por seguir o lema de “lance logo, lance sempre, todo dia”. A web (desde sempre) acabou com a necessidade de grandes versões de software sendo lançadas a cada ano ou mais. Você pode lançar uma versão hoje e outra amanhã, sempre a partir do feedback conseguido com cada incremento. Os programas rodam em todos os lugares mas só existem em um lugar: o servidor. Por isso você pode lançar seu produto hoje e não mês que vem. (Daí vem, provavelmente, o fato de praticamente todo serviço do Google trazer a palavra beta ao lado do nome) Lance o produto com o mínimo de funcionalidades para atingir seu objetivo e cresca com ele.
A Web 2.0 permite ao Google, inclusive, reconhecer seus próprios erros e tirar do ar iniciativas fracassadas como o Google Web Accelerator, cheio de erros e falhas de segurança. Como não existem caixas de Google Web Accelerator nas prateleiras das lojas, como não existem campanhas de marketing e sistemas de logística de distribuição do produto pelo mundo o Google pode simplesmente dizer “ops, erramos” e tirar o produto de campo.
Por que a atitude empreendedora na Web 2.0 gera mais chance de dar certo?
Web 2.0 é muito mais que somente tecnologia. É também uma questão de atitude. E os exemplos têm mostrado que empresas com atitude Web 2.0 tem muito mais chances de dar certo. Por quê?
Porque essas empresas procuram fazer diferente algo que já é tido como imutável, vide o Gmail. Que empresa seria louca o suficiente para propor “um novo email”? O Google, uma empresa que tem atitude. Coloque seus miolos para funcionar e faça tudo diferente, melhor. A partir daí você deixa de ser somente mais um no mercado e passa a ter muito mais chances de dar certo. É o tal do First Mover Advantage.
Atitude Web 2.0 é não deixar para amanhã o que pode fazer hoje. A atitude Web 2.0 não tenta fazer como sempre foi feito, mas aproveita as possibilidades da plataforma web (que começam a deixar de ser limitações) para facilitar a vida do usuário. Essa atitude gera mais chances de sucesso porque volta ao modelo de pequenas e eficientes equipes de criação e desenvolvimento, acabando com os projetos que duram anos e consomem milhões.
Fundamentalmente, a atitude empreendedora da Web 2.0 tem mais chance de dar certo porque nasceu sob a estrela da colaboração e do contéudo multiplataformas. Todos lêem mais, todos criam mais, todos colaboram mais. Podemos até estar exagerando: mas é como se os aventureiros da bolha tivessem voltado para sua tocas e reavaliado tudo que foi feito de errado. Olharam para trás e decidiram fazer tudo diferente.a única plataforma viável é a web.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
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