Momento 1 - Aula 3
Que tal navegarmos hoje em busca de informações sobre Internet 2? Para que ninguém se perca durante o percurso, relacionamos alguns questionamentos e endereços virtuais:1.INTERNET 2
A) Questionamentos:
1.1 O que é Internet 2? Como e quando ela surgiu?
1.2 O que é possível fazer com a Internet 2?
1.3 Quais os serviços que a internet 2 oferece?
1.4 O que é preciso para acessar a internet 2?
INTERNET 2
1.1. Projeto
Em outubro de 1996, 34 universidades americanas reuniram-se para formar o Comitê Geral de Trabalho da Internet 2. Pouco tempo depois, o governo do presidente Clinton anunciou seu apoio à iniciativa e o interesse na criação e administração da NGI (Next Generation Internet). "Este é um projeto prioritários da Casa Branca (Governo dos Estados Unidos), que prevê investimentos de US$ 100 milhões /ano até 2002, atrevés do desenvolvimento de diversos projetos no âmbito das agencias governamentais, como a NASA (administraçãoAeronáutica e Espacila), NSF (Fundação Nacional de Ciências), DARPA (Agências de Pesquisas Avançadas do Departamento de Defesa), DOE (Departamento de Energia) e outras." O projeto Internet 2 passou a ser, neste momento, o primeiro passo no novo empreendimento americano. Em janeiro de 1997, mais de 100 universidades americanas já haviam assumido compromisso formal com a participação no projeto. Atualmente o consórcio Internet 2 conta com o apoio e a participação não só do grupo inicial de universidades, mas também de centros de pesquisa, agências do governo e membros da indústria dedicados ao desenvolvimento de novas tecnologias Internet de alto desempenho. Empresas como IBM, Fore Systems, Cisco e outras também participam do projeto. A proposta do grupo é desenvolver as novas aplicações avançadas, que serão de 100 a 1000 vezes mais rápidas que as da Internet atual, como tele-imersão, telemedicina, laboratórios virtuais, educação à distancia, entre outras. 1.2. Objetivos
Os objetivos técnicos da Internet 2 incluem:
· Roteadores de capacidade muito alta, capazes de suportar links de no mínimo 622 megabits/segundo. · Roteadores aceitando IPv4 e IPv6, além de protocolos de "qualidade de serviço" (QoS). · Multiplexadores SONET ou ATM para habilitar a alocação de capacidade aos links para diferentes serviços tais como: envio de pacotes IP com alta segurança, área de testes para protocolos em desenvolvimento ou outras necessidades determinadas por novas iniciativas dos membros da comunidade participante.· Controle de tráfego e agrupamento de dados relacionados para possibilitar aos participantes da rede a definição das características de fluxo como parte do monitoramento de performance e operação dos GigaPOPs (backbones). · Manter um serviço portador comum capaz de atender as aplicações novas bem como as já existentes. · Passar do sistema atual de envio de pacotes ("melhor esforço") para um serviço de comunicação diferenciado. · Alcançar uma infra-estrutura de comunicações avançada para a comunidade de educação e pesquisa.1.3. Cooperação O Projeto da Internet 2 - I2 foi concebido por universidades norte-americanas para atender às necessidades de desenvolvimento de tecnologias de informação da comunidade acadêmica dos EUA. Em 1997, a CANARIE - Canadian Network for Advanced of Research, Industry and Education, foi a primeira rede fora dos EUA a inaugurar um acordo de cooperação internacional para participação no Projeto I2. Desde então, a demanda para o estabelecimento de acordos internacionais para conexão ao Projeto I2 tem sido cada vez maior. Essa tendência tem promovido a implantação de enlaces internacionais que vão assegurar a interoperabilidade global de redes avançadas, permitindo a colaboração entre centros de pesquisa, universidades e demais instituições acadêmicas em todo o mundo para o desenvolvimento de tecnologias de rede de última geração. A participação de instituições estrangeiras na Internet 2 é estabelecida através de " Memorandos de Entendimento", conhecidos como MoU (Memorandum of Understanding), ou seja, documentos que estabelecem acordos de trabalhos mútuo com o objetivo de fixar metas comuns aos países ou redes participantes do projeto. Hoje, há um número bastante significativo de redes de pesquisa e educação de alta performance que já assinaram MoUs e já estabeleceram conexões para participação no Projeto I2.
1.5. Aplicações Diversas aplicações já estão sendo desenvolvidas no Internet 2, sendo que muitas delas se encontram em fase de teste. No momento, algumas das principais linhas de pesquisa desenvolvidas para a aplicação de serviços em rede de alto desempenho são: · Bibliotecas digitais com capacidade de reprodução de imagens de áudio e vídeo de alta fidelidade; · Ambientes colaborativos que englobam laboratórios virtuais com instrumentação remota;· Novas formas de trabalho em grupo, com desenvolvimento de tecnologias de presença virtual e colaboração em 3D;· Telemedicina, incluindo diagnóstico e monitoração remota de pacientes;· Projeção de telas de computadores em três dimensões, através da utilização da ImmersaDesk (espécie de grande tela de TV que projeta as imagens em 3D);· Controle remoto de microscópios eletrônicos para pesquisas médicas;· Monitoramento de saúde de pacientes com marcapassos através de da Internet 2;· Intervenções cirúrgicas a distância, um édico manda instruções via Internet onde deve ser efeutado os cortes entre outras informções;Demonstrações dos novos potenciais do Internet 2 vêm sendo apresentadas em vários eventos e workshops promovidos com o intuito de sensibilizar não só a comunidade acadêmica, como também diversos setores da indústria e até mesmo o governo. 1.6. A Topologia da nova Rede A arquitetura física da rede eletrônica que dá suporte à Internet 2 inclui a implantação de GigaPOPs, pontos de presença com velocidade de tráfego da ordem de Gigabits. A função principal do GigaPOP é o gerenciamento da troca do tráfego Internet 2 de acordo com especificações de velocidade e qualidade de serviços previamente estabelecidos através da rede. Cada GigaPOP irá concentrar e administrar o tráfego de dados originados e destinados a um conjunto de universidades e centros de pesquisa localizados em uma mesma região geográfica. A troca de dados entre os GigaPOPs é realizada atualmente por uma rede de alto desempenho mantida pela National Science Foundation. Esta rede possui restrições quanto ao tipo de tráfego que transporta, permitindo seu uso apenas para as instituições acadêmicas participantes da Internet 2. 1.7. O usuário em geral terá acesso? A diferença entre I2 e a atual não é uma questão apenas de maiores velocidades . As tecnologias que compõem a Internet atual não são capazes de viabilizar o desenvolvimento de uma rede que ofereça serviços de qualidade diferenciada para seus usuários. A Internet atual só opera com uma modalidade de serviço chamada best-effort. Ou seja, a rede procura atender às aplicações que executam através dela da melhor forma possível. Caso os recursos na rede sejam escassos (capacidades de conexões, memórias nos roteadores, etc.) os pacotes podem ser perdidos ou descartados, o que torna o desempenho da aplicação imprevisível. Os novos protocolos e serviços que formarão a I2 serão capazes de garantir a qualidade do serviço de rede para o usuário final. Assim, caso existam recursos disponíveis na rede, eles poderão ser reservados e as aplicações terão garantia do atendimento de suas necessidades. Esta característica é essencial para aplicações utilizando multimídia e interatividade em tempo real na rede.
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Um comentário:
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